15 de abril de 2011

Resenha de quem anda muito

Hoje eu tô cansada.
Mas não é cansadinha, é cansada mesmo. Me arrastando pelos cantos da capital do Brasil. Porque é sexta, mas ainda é dia letivo.
E eu tenho (tinha) uma lista de coisas para fazer.

A vida só é difícil para quem não se dá bem com ironia.
Afinal, a vida é a maior delas.
Eis um dos meus (poucos) fatos.

No meio dessa minha lista de coisas, estava eu. Quieta, com um livro e muito peso na bolsa, pra variar. Ainda assim, eu, falante. Mas sempre com muito peso na bolsa.
Fui então, parar na rodoviária.
E se a vida é uma ironia, a possibilidade das pessoas transitarem é uma ironia quase maior.

A maior parte da população que não presta transita perto da rodoviária. Elas vão e vem.
Junto com o que faz com que elas não prestem; junto com as pessoas que prestam; e junto com as pessoas que observam.
Quietas,
falantes,
e sempre com muito peso pra carregar.

E então você vê um de paletó. Não muito diferente dos que não prestam. Mas se a vida é uma ironia, se as pessoas transitarem também é uma ironia, Brasília, cidade cheia de vida e de (cada vez mais) pessoas é, indubitavelmente, uma ironia. Das grandes.

A rodoviária é perto do que administra você.

E eu só queria compartilhar esse pensamento.

2 comentários:

Cícero Barbosa disse...

a rodoviária é só um ponto de partida ou de chagada. o restante está em trânsito, em transe.

Lucas Monteiro Rocha Faria disse...

quem presta? quem não presta?

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Ahá.