presta atenção
no que faz, onde pisa
pois cada passo anuncia o chegar
e a inevitável despedida
é de pé e chão
que destrói e cria
que arrasta teu descanso vão
nas feridas férteis que conferem
à vida.
apenas tua sombra
é quem sempre
te acompanha.
e, quando, no fim de teus dias
desejares sono em paz, fronha
apagar a luz que te banha
planos infalíveis sem artes, sem manhas
presta atenção
no que pensas e escolhes
pois o que plantas é o que colhes
e quando o pico de maturação
de teus frutos chegar
nenhum deles será de posse.
é de mente e céu
que enxerga e sente
as tramas próprias que teces
com laços firmes
nós inconsequentes
é com cautela que
não se torna réu.
e, quando, no início de teus dias
desejares sol sereno, brilho
passeares energias
em tuas entranhas
pé e chão, céu e mente
e moverás montanhas.
Um comentário:
Ah, Ana Julia... Tanto tempo sem te visitar... sempre bom!
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Ahá.