3 de janeiro de 2011

Serro, Minas Gerais, há alguns anos atrás

Pois-se Zé no balcão do boteco, esperando a pinga, quando convidaram-no para mais um jogo de dominó.
A morena bonita que desfilava na calçada passou, e foi quando Zé se desconcentrou que a pinga pingou em cima das peças, fazendo o coral de jogadores boêmios fazer algum grunhido emborrecido. Tiveram que enxugá-las, o que gastou algum tempo.
A esposa do campeão de dominó entrava no boteco sempre nesse horário, reclamando do almoço que esfriou, reclamando dele sempre ganhar no jogo, reclamado dele não aparecer mais em casa.

Simultaneamente, as crianças jogavam futebol do lado de fora do boteco, no meio da rua. Os pés calejados faziam com que eles se esquecessem dos cacos de vidro da garrafa que foi quebrada na noite anterior, numa briga pela tal morena que passava na calçada e na mente dos apreciadores do álcool.
A polícia local não tinha do que reclamar.

O boteco pacato era rotina, e só de lembrar dessa passagem na minha história, me vem aquelas palavras conclusivas de cidade pequena, de quem se põe em mesa de boteco a pensar:

Pois é.

2 comentários:

Ivan Pacheco disse...

Em minhas próximas férias
Coca de Garrafa de vidro
Quero tomar
Totó, sinuca e purrinha
Quero jogar
Com um rabo de saia
Quero me enroscar
Em uma mesa de bar

Lucas Monteiro Rocha Faria disse...

Minas,
Minas de minhas,
minhas minas que são de todo lugar.
Vem pra cá?

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Ahá.