Há apenas duas coisas que nos separam;
Uma, é o meu braço no seu ombro, impedindo que você me abrace.
Outra, é a sua timidez excessiva, que faz com que meu braço fique no seu ombro, enquanto dançamos.
Não viraria as costas para ti se você me pedisse um abraço, se você quisesse desenhar um futuro nas minhas costas, ou um afago.
Mas esse cigarro, que agora trago, e que suja o papel de cinzas impede que nossa sorte seja maior.
Impede que meu pulmão resista tempo suficiente para dançarmos de novo.
Sem minha mão impedir que nos abracemos.
Sem sua mão impedir que eu fume.
Sem sua timidez impedir que eu me apaixone.
e você sabe que isso foi pra você.
15 de agosto de 2010
13 de agosto de 2010
Post em alemão do que aprendi e notei quando tinha 10 anos
Ein.
"Pára de comer esses doces e repete, menina. Assim você não vai aprender nunca!" E sublinhava a linha com o indicador direito. Repetia.
Zwei.
"Mas oras, já disse que tem que forçar a garganta um pouco, se não, não fica nada parecido com o original!" e travou-me a língua, formando um trava-língua em outro idioma, o qual eu jamais havia tido interesse. Até eu conseguir falar forçando, um pouco só, a garganta.
Drei.
"Quer um pouco de chá?"
Vier.
"Será útil quando você crescer. É uma língua bonita, as pessoas adoram". Será mesmo? Sério mesmo?
Fünf.
Não bastaram muitas broncas para eu gostar o trema. Sempre achei bonitinho, singular. Todo mundo gosta do trema, mas as pessoas esqueciam de usar.
Eu não.
Sechs.
"O que você acha que vai aprender olhando para o céu?" Nunca foi visto como uma coisa má olhar para o céu. Até eu descobrir que o céu era blau e as pessoas, muitas vezes, eram schwarz por dentro.
Foi com o céu que eu aprendi isso, juro, vó.
Sieben.
Apesar da malícia aparente (ou quase isso), tenho um bom coração. Por isso, não saía pela rua falando alemão.
Deixava que o alemão viesse até mim.
Acht.
E, quando ele chegava, eu juro, vó, que tentava ouví-lo ao máximo. Mas eu não conseguia parar de olhar para seus lippen se mexendo freneticamente, tentando me fazer entender algo que eu não conseguia.
Porque, no começo, eu só gostava das figuras.
Neun.
"Me desenha um pássaro que faço o que você quiser para o almoço". Quase sempre, escolhia o que iríamos almoçar.
Zehn.
Até que uma vez, eu cansei de brincar.
eu espero que você melhore, dona heide. porque eu ainda não sei como é "vermelho" em alemão.
"Pára de comer esses doces e repete, menina. Assim você não vai aprender nunca!" E sublinhava a linha com o indicador direito. Repetia.
Zwei.
"Mas oras, já disse que tem que forçar a garganta um pouco, se não, não fica nada parecido com o original!" e travou-me a língua, formando um trava-língua em outro idioma, o qual eu jamais havia tido interesse. Até eu conseguir falar forçando, um pouco só, a garganta.
Drei.
"Quer um pouco de chá?"
Vier.
"Será útil quando você crescer. É uma língua bonita, as pessoas adoram". Será mesmo? Sério mesmo?
Fünf.
Não bastaram muitas broncas para eu gostar o trema. Sempre achei bonitinho, singular. Todo mundo gosta do trema, mas as pessoas esqueciam de usar.
Eu não.
Sechs.
"O que você acha que vai aprender olhando para o céu?" Nunca foi visto como uma coisa má olhar para o céu. Até eu descobrir que o céu era blau e as pessoas, muitas vezes, eram schwarz por dentro.
Foi com o céu que eu aprendi isso, juro, vó.
Sieben.
Apesar da malícia aparente (ou quase isso), tenho um bom coração. Por isso, não saía pela rua falando alemão.
Deixava que o alemão viesse até mim.
Acht.
E, quando ele chegava, eu juro, vó, que tentava ouví-lo ao máximo. Mas eu não conseguia parar de olhar para seus lippen se mexendo freneticamente, tentando me fazer entender algo que eu não conseguia.
Porque, no começo, eu só gostava das figuras.
Neun.
"Me desenha um pássaro que faço o que você quiser para o almoço". Quase sempre, escolhia o que iríamos almoçar.
Zehn.
Até que uma vez, eu cansei de brincar.
eu espero que você melhore, dona heide. porque eu ainda não sei como é "vermelho" em alemão.
8 de agosto de 2010
Pode ser que eu ainda sinta.
Confesso que não sinto saudades quando devo, mas sinto saudades quando não posso. E que, talvez, justamente por causa dessa confissão, não goste de me prender às pessoas.
Às vezes eu penso que nasci para não ter relacionamentos. Mas, outras, eu tenho a certeza de que nasci pra trazer segurança aos que não tem, aumentar o ego de outros, e trazer, apenas alguns sorrisos diários para terceiros.
Mas para falar a verdade, eu não tenho certeza de nada.
Confesso que, nesses momentos em que sinto saudade, esqueço. Esqueço do mundo, esqueço das cores, e, quando o ônibus freia, esqueço de quem sentia saudade.
Saudade, como vontade, o vento, as pessoas, e os amores, é algo passageiro.
E, confesso, que quando é você quem esquece, você nem lembra de como dói.
Às vezes eu penso que nasci para não ter relacionamentos. Mas, outras, eu tenho a certeza de que nasci pra trazer segurança aos que não tem, aumentar o ego de outros, e trazer, apenas alguns sorrisos diários para terceiros.
Mas para falar a verdade, eu não tenho certeza de nada.
Confesso que, nesses momentos em que sinto saudade, esqueço. Esqueço do mundo, esqueço das cores, e, quando o ônibus freia, esqueço de quem sentia saudade.
Saudade, como vontade, o vento, as pessoas, e os amores, é algo passageiro.
E, confesso, que quando é você quem esquece, você nem lembra de como dói.
31 de julho de 2010
Insegurança
Bem.
Ontem, uma criança de cinco anos me pediu um presente de anirvesário inusitado: um segredo exposto.
Segundo ela, quando nós, humanos, expomos um segredo, nos libertamos de um fato. - e eu hei de concordar.
O que eu vou contar, não é um segredo. Mas é algo que eu não contaria pra ninguém. Guardo só pra mim.
Não lembro de dia da semana era, que horas eram, qual dia do mês era, nem qual era o mês, mas isso aconteceu em 2008.
Entrei na loja sorridente. Estava sendo um dia bom, mesmo que relativamente. Procurava um vestido para ir à festa que o colégio apresentaria no sábado seguinte.
Achei o tal vestido. Caiu como uma luva, o que tornou o dia melhor ainda.
Saí da loja com uma sacola na mão, ainda sorridente.
Saí do shopping levemente saltitando, levemente sorridente, levemente leve.
Então, olhei para a esquerda.
Nenhum carro vinha.
Então, olhei para a direita.
Nenhum carro vinha.
Quando respirei fundo para atravessar, olhei para a direita de novo.
Ele estava beijando outra moça.
Não era meu namorado, não era meu amigo, não era, se quer, meu!
Mas eu desmanchei na faixa de pedestre. Eu, realmente, desmanchei.
Minhas mãos começaram a suar, meu coração acelerou tanto, que dava pra ouvir.
Engoli a saliva, engoli o berro, engoli a lágrima, e atravessei.
Passei um bom tempo me perguntando o porquê daquela reação.
Ele não era meu. Ele não era nada. Ele não era nada meu.
Talvez, ele fosse mesmo dela. E isso não deveria mudar algo na minha vida.
Muito menos algo relevante, como a minha respiração.
Talvez, eu só tenha tido aquela reação, quando ele disse que me esperaria.
Quando me esperaria do lado de fora.
Talvez, aquele "te espero aqui", não tenha sido pra mim. Mas eu ouvi como se fosse.
Talvez, tenha sido para algum personagem assustador, que repreende as pessoas.
Ou, simplesmente, para o amor da vida dele, ou para o que ele pensar que fosse.
Mas no fundo do fundo, esse não é o meu segredo.
O que eu realmente chamo de segredo, são as dúvidas que aquele dia deixou.
feliz aniversário, lucy. eu amo muito você.
e obrigada por diminuir minhas dúvidas.
Ontem, uma criança de cinco anos me pediu um presente de anirvesário inusitado: um segredo exposto.
Segundo ela, quando nós, humanos, expomos um segredo, nos libertamos de um fato. - e eu hei de concordar.
O que eu vou contar, não é um segredo. Mas é algo que eu não contaria pra ninguém. Guardo só pra mim.
Não lembro de dia da semana era, que horas eram, qual dia do mês era, nem qual era o mês, mas isso aconteceu em 2008.
Entrei na loja sorridente. Estava sendo um dia bom, mesmo que relativamente. Procurava um vestido para ir à festa que o colégio apresentaria no sábado seguinte.
Achei o tal vestido. Caiu como uma luva, o que tornou o dia melhor ainda.
Saí da loja com uma sacola na mão, ainda sorridente.
Saí do shopping levemente saltitando, levemente sorridente, levemente leve.
Então, olhei para a esquerda.
Nenhum carro vinha.
Então, olhei para a direita.
Nenhum carro vinha.
Quando respirei fundo para atravessar, olhei para a direita de novo.
Ele estava beijando outra moça.
Não era meu namorado, não era meu amigo, não era, se quer, meu!
Mas eu desmanchei na faixa de pedestre. Eu, realmente, desmanchei.
Minhas mãos começaram a suar, meu coração acelerou tanto, que dava pra ouvir.
Engoli a saliva, engoli o berro, engoli a lágrima, e atravessei.
Passei um bom tempo me perguntando o porquê daquela reação.
Ele não era meu. Ele não era nada. Ele não era nada meu.
Talvez, ele fosse mesmo dela. E isso não deveria mudar algo na minha vida.
Muito menos algo relevante, como a minha respiração.
Talvez, eu só tenha tido aquela reação, quando ele disse que me esperaria.
Quando me esperaria do lado de fora.
Talvez, aquele "te espero aqui", não tenha sido pra mim. Mas eu ouvi como se fosse.
Talvez, tenha sido para algum personagem assustador, que repreende as pessoas.
Ou, simplesmente, para o amor da vida dele, ou para o que ele pensar que fosse.
Mas no fundo do fundo, esse não é o meu segredo.
O que eu realmente chamo de segredo, são as dúvidas que aquele dia deixou.
feliz aniversário, lucy. eu amo muito você.
e obrigada por diminuir minhas dúvidas.
30 de julho de 2010
Nós.
Então, ela abriu a porta e olhou no fundo dos olhos dele, convidando-o a sair. Não disse uma palavra, não fez um som, mas olhou com tanta convicção que ele entendeu na primeira vez em que ela piscou.
Os dois se olharam.
Ela piscou querendo derramar todas as lágrimas que haviam naqueles olhos.
Ele piscou querendo entender porque elas estavam lá.
Os quatro olhos, no total, brilharam em uma fração de segundo.
Ela suspirou.
Ele lembrou que a porta estava aberta. Virou-se, pegou a mochila, e saiu, de cabeça baixa.
O silêncio era absoluto.
Mas se pensamentos produzissem sons, aquela sala estaria uma verdadeira feira.
Ele parou de andar, já do lado de fora. Ficou de frente para ela.
Ela piscou mais uma vez. A última vez.
E assim, foi fechando a porta lentamente, esperando uma palavra. E essa palavra veio, quando restava apenas uma brecha, por onde passavam luz, ar, pensamentos. E por onde viam olhos, dúvidas, e ressentimentos.
- Espera. - ele disse, com um ponto final visível.
Ela parou de fechar a porta, mas a brecha continuava lá.
Ela parou de fechar a porta, mas não continuou a abri-la.
Então, o silêncio voltou.
Ele olhava para aqueles olhos verdes como se fosse perder uma jóia.
Ela olhava para aqueles olhos castanhos, como se fosse perder uma pessoa.
Mas, afinal, o que vale mais?
Os dois se olharam.
Ela piscou querendo derramar todas as lágrimas que haviam naqueles olhos.
Ele piscou querendo entender porque elas estavam lá.
Os quatro olhos, no total, brilharam em uma fração de segundo.
Ela suspirou.
Ele lembrou que a porta estava aberta. Virou-se, pegou a mochila, e saiu, de cabeça baixa.
O silêncio era absoluto.
Mas se pensamentos produzissem sons, aquela sala estaria uma verdadeira feira.
Ele parou de andar, já do lado de fora. Ficou de frente para ela.
Ela piscou mais uma vez. A última vez.
E assim, foi fechando a porta lentamente, esperando uma palavra. E essa palavra veio, quando restava apenas uma brecha, por onde passavam luz, ar, pensamentos. E por onde viam olhos, dúvidas, e ressentimentos.
- Espera. - ele disse, com um ponto final visível.
Ela parou de fechar a porta, mas a brecha continuava lá.
Ela parou de fechar a porta, mas não continuou a abri-la.
Então, o silêncio voltou.
Ele olhava para aqueles olhos verdes como se fosse perder uma jóia.
Ela olhava para aqueles olhos castanhos, como se fosse perder uma pessoa.
Mas, afinal, o que vale mais?
25 de julho de 2010
We never learn, do we?
Cada vez que passo por ele, bato a cabeça na parede mais forte.
Cada vez que lembro dele, um pouco mais de força.
E, cada vez que eu o sinto...
Não aprendo. Já disse que aprendi, mas cometi o mesmo erro.
Ser contraditório, uma hora dizer a verdade de forma fria, outra, de dizer a mentira de forma intensa.
Tensa.
Pensa.
Erra.
E por mais que as coisas - todas elas -estejam bem;
Outra vez, lá de longe, lá do fundo, ele vem.
Cada vez que lembro dele, um pouco mais de força.
E, cada vez que eu o sinto...
Não aprendo. Já disse que aprendi, mas cometi o mesmo erro.
Ser contraditório, uma hora dizer a verdade de forma fria, outra, de dizer a mentira de forma intensa.
Tensa.
Pensa.
Erra.
E por mais que as coisas - todas elas -estejam bem;
Outra vez, lá de longe, lá do fundo, ele vem.
21 de julho de 2010
Time's young and life is long.
Tenho ciúmes de mim, e tenho mesmo.
Por mais que tenha feito besteiras nesta vida, sempre pensei antes: "eu vou me emprestar para este tipo de coisa?", sempre com um ar superior, diante de certas situações.
Talvez, eu faça isso porque sou jovem ainda.
Fico pensando, se quando for idosa, ainda sentirei ciúmes. Ciúmes da minha própria inteligência, das mancadas, da beleza, dos instrumentos, dos livros, e das palavras.
Talvez, lá, eu só sinta ciúme da juventude. Dos outros.
Tenho ciúmes de mim, e guardo isso para mim.
Talvez, por isso, quando a solidão bater, eu só sinta uma leve carência, como as que eu sinto às vezes, repentinamente.
E isso faz com que seja algo parecido com uma morte súbita. Morrer de solidão, por excesso de ciúme.
Por excesso de Ego.
Ou por falta dele.
nós somos 108, rapá!
Por mais que tenha feito besteiras nesta vida, sempre pensei antes: "eu vou me emprestar para este tipo de coisa?", sempre com um ar superior, diante de certas situações.
Talvez, eu faça isso porque sou jovem ainda.
Fico pensando, se quando for idosa, ainda sentirei ciúmes. Ciúmes da minha própria inteligência, das mancadas, da beleza, dos instrumentos, dos livros, e das palavras.
Talvez, lá, eu só sinta ciúme da juventude. Dos outros.
Tenho ciúmes de mim, e guardo isso para mim.
Talvez, por isso, quando a solidão bater, eu só sinta uma leve carência, como as que eu sinto às vezes, repentinamente.
E isso faz com que seja algo parecido com uma morte súbita. Morrer de solidão, por excesso de ciúme.
Por excesso de Ego.
Ou por falta dele.
nós somos 108, rapá!
19 de julho de 2010
Hálito.
- Cospe. - e cuspi só, um único ato, o chiclete de hortelã que tinha a boca - Agora. Pode ir. Tá esperando o quê?
- Pára com isso, Jorge. - pedi, quase ordenando, quase implorando.
- Parar com o quê, dona Ana Julia? Você tem meia hora para dar três voltas. Dois km.
- Você sabe que eu ainda não consigo fazer dois km correndo, sem parar.
- Vai ter que conseguir se quiser competir ano que vem.
- E se eu não quiser? Você nem me perguntou!
- Pela sua cara de vencedora quando corre, parece.
- Pára com isso, Jorge.
Paramos. Olhei para o céu. Já tinha corrido uma volta antes, já estava começando a suar, mesmo estando parada. Não queria mais fazer aquilo.
Era domingo, não precisava mais fazer aquilo.
- Você quer competir, Ana Julia?
- Por que você nunca me chama só de Ana, ou de Julia, ou de Lia, ou de Ju, ou qualquer coisa assim? Por que você insiste em ser formal, sendo que nos conhecemos há dois anos?
- Não foi isso que eu perguntei.
- [uma pequena pausa da minha parte]. Quero.
- Então anda.
Comecei a correr. Corri, corri, corri, estava cheia de dores, no meio da segunda volta. Dois quilômetros? Correndo? Não sei se queria mais competir. Não naquele momento.
Parei e deitei no chão, olhei para o céu. O sol tapava minha vista, e eu dava graças a Deus por isso: Jorge é (e você sabe disso) carrancudo. Ver aquilo às dez horas da manhã era suportável, mas ver ele com uma leve decepção, carrancundo, às dez horas da manhã era insuportável.
- Paremos. - disse
- Paremos, então.
- Posso voltar para casa?
- Pode, quem sou eu para impedir?
- Hunpf.
- Que foi?
- Você não pode nem dar UM sorriso?! Um elogio?! Um "bom dia" se quer?!
- Você está com bom hálito por causa daquele chiclete que, agora, está na sola do seu tênis.
- Pára com isso, Jorge. - pedi, quase ordenando, quase implorando.
- Parar com o quê, dona Ana Julia? Você tem meia hora para dar três voltas. Dois km.
- Você sabe que eu ainda não consigo fazer dois km correndo, sem parar.
- Vai ter que conseguir se quiser competir ano que vem.
- E se eu não quiser? Você nem me perguntou!
- Pela sua cara de vencedora quando corre, parece.
- Pára com isso, Jorge.
Paramos. Olhei para o céu. Já tinha corrido uma volta antes, já estava começando a suar, mesmo estando parada. Não queria mais fazer aquilo.
Era domingo, não precisava mais fazer aquilo.
- Você quer competir, Ana Julia?
- Por que você nunca me chama só de Ana, ou de Julia, ou de Lia, ou de Ju, ou qualquer coisa assim? Por que você insiste em ser formal, sendo que nos conhecemos há dois anos?
- Não foi isso que eu perguntei.
- [uma pequena pausa da minha parte]. Quero.
- Então anda.
Comecei a correr. Corri, corri, corri, estava cheia de dores, no meio da segunda volta. Dois quilômetros? Correndo? Não sei se queria mais competir. Não naquele momento.
Parei e deitei no chão, olhei para o céu. O sol tapava minha vista, e eu dava graças a Deus por isso: Jorge é (e você sabe disso) carrancudo. Ver aquilo às dez horas da manhã era suportável, mas ver ele com uma leve decepção, carrancundo, às dez horas da manhã era insuportável.
- Paremos. - disse
- Paremos, então.
- Posso voltar para casa?
- Pode, quem sou eu para impedir?
- Hunpf.
- Que foi?
- Você não pode nem dar UM sorriso?! Um elogio?! Um "bom dia" se quer?!
- Você está com bom hálito por causa daquele chiclete que, agora, está na sola do seu tênis.
18 de julho de 2010
Você já ouviu Pré Psicopata hoje?
Esse é um post, antes, de agradecimento do que de qualquer coisa.
E o agradecimento é para o querido, grande, amado, salve, salve, Paulo Braz (que não admite que é todas esses adjetivos).
Ele canta, e toca violão.
Mas ele canta os meus posts, e faz melodia pra eles. Não sei se vocês conseguiram imaginar, mas ele conseguiu, e, só assim eu gosto do que escrevo, hahah.
Vocês devem ter lido/lembrado do Sobre Estar (Ou Apenas Sentir-se) Só. Se ainda não leu, ouça-o, já que tomei a liberdade de transformá-lo em vídeo e colocá-lo no YouTube. Eis aqui, a obra:
É.
Quando a gente pensa que não pode melhorar...
[mais vídeos no canal (anajul1a). passe em casa!
E o agradecimento é para o querido, grande, amado, salve, salve, Paulo Braz (que não admite que é todas esses adjetivos).
Ele canta, e toca violão.
Mas ele canta os meus posts, e faz melodia pra eles. Não sei se vocês conseguiram imaginar, mas ele conseguiu, e, só assim eu gosto do que escrevo, hahah.
Vocês devem ter lido/lembrado do Sobre Estar (Ou Apenas Sentir-se) Só. Se ainda não leu, ouça-o, já que tomei a liberdade de transformá-lo em vídeo e colocá-lo no YouTube. Eis aqui, a obra:
É.
Quando a gente pensa que não pode melhorar...
[mais vídeos no canal (anajul1a). passe em casa!
17 de julho de 2010
Debaixo do tapete
- Onde ela está? - ele perguntou, cautelosamente
- Procure na sala. Pelo som dos passos, deve estar dançando sozinha de novo.
- Procure na sala. Pelo som dos passos, deve estar dançando sozinha de novo.
órgãos
Acho que eu amo com o cérebro.
Eu penso naquela pessoa. Aí vou pensando, pensando, lembrando dela com qualquer coisa que me vier à mente.
Aí eu lembro que existe o coração, e de alguma forma poética, bizarra, ou tosca, eu passo essa pessoa-pensamento pro coração.
Aí sim ele começa a acelerar com a lembrança dum pensamento.
Mas sei não, hein?
Eu penso naquela pessoa. Aí vou pensando, pensando, lembrando dela com qualquer coisa que me vier à mente.
Aí eu lembro que existe o coração, e de alguma forma poética, bizarra, ou tosca, eu passo essa pessoa-pensamento pro coração.
Aí sim ele começa a acelerar com a lembrança dum pensamento.
Mas sei não, hein?
16 de julho de 2010
hã
Olhe ao seu redor.
Olhe mesmo, não só "veja" ou "dê uma olhada", olhe. Observe.
Agora olhe para porta.
Como você entrou aí?
Olhe mesmo, não só "veja" ou "dê uma olhada", olhe. Observe.
Agora olhe para porta.
Como você entrou aí?
15 de julho de 2010
Riminhas rascunhadas e atrasadas
E nessa vida corrida
De longe, vejo um ser atrasado
Deveras, perdeu o ônibus
Em passos largos, desesperado
Não consegue parar quieto,
Volta e meia olhava para o pulso,
Nele tinha um objeto
Esse, que tinha dois ponteiros
E doze números desajeitados
Mas quem liga para detalhes
Quando está muito atrasado?!
Na parede encostou,
Apoiou a mão na testa
O ônibus vinha, ele logo olhou
Gritou alto "vamos, depressa!"
Sem demoras, fez o sinal
Empurrando todos, no ônibus foi o primeiro a entrar
Só não esperava
Que para sentar não havia lugar.
fim.
pro tiago.
eu disse.
há.
De longe, vejo um ser atrasado
Deveras, perdeu o ônibus
Em passos largos, desesperado
Não consegue parar quieto,
Volta e meia olhava para o pulso,
Nele tinha um objeto
Esse, que tinha dois ponteiros
E doze números desajeitados
Mas quem liga para detalhes
Quando está muito atrasado?!
Na parede encostou,
Apoiou a mão na testa
O ônibus vinha, ele logo olhou
Gritou alto "vamos, depressa!"
Sem demoras, fez o sinal
Empurrando todos, no ônibus foi o primeiro a entrar
Só não esperava
Que para sentar não havia lugar.
fim.
pro tiago.
eu disse.
há.
14 de julho de 2010
Não.
Hoje, eu não vou perguntar o que você acha da/sobre a morte.
O que você acha das pessoas que não respiram mais?
O que você acha das pessoas que têm dificuldade para respirar?
O que você pensa sobre as pessoas que não sentem nada mais?
O que você pensa sobre as pessoas que não conseguem sentir muita coisa, mais?
O que você quer saber sobre as pessoas que desistiram?
O que você quer saber sobre as pessoas que estão prestes a desistir?
O que você sabe sobre o que você não quer ver?
O que você sabe sobre as pessoas que vêem, todo dia, o que não querem?
Hoje, eu não vou perguntar o que você está sentindo/sentiu sobre a morte.
O que você acha das pessoas que não respiram mais?
O que você acha das pessoas que têm dificuldade para respirar?
O que você pensa sobre as pessoas que não sentem nada mais?
O que você pensa sobre as pessoas que não conseguem sentir muita coisa, mais?
O que você quer saber sobre as pessoas que desistiram?
O que você quer saber sobre as pessoas que estão prestes a desistir?
O que você sabe sobre o que você não quer ver?
O que você sabe sobre as pessoas que vêem, todo dia, o que não querem?
Hoje, eu não vou perguntar o que você está sentindo/sentiu sobre a morte.
ontem (?)
Descalcei os chinelos, pendurei a toalha, e me abracei numa tentativa fútil de me proteger do frio. Dois braços para uma pessoa só não resolvem o problema assim.
Ele chegou.
- Boa noite.
- Boa - respondi sem a menor expectativa de que ela realmente fosse boa, o dia foi difícil. Quem garante que a noite seria melhor?
Ele pendurou a toalha no cabide ao lado da minha. Coloquei o óculos, respirei fundo, tão fundo que deu para ouvir. E ele, tentando puxar assunto, sugeriu:
- Escolhe uma raia.
- Tanto faz, moço.
- Não tanto faz. Se você gosta de olhar para o céu enquanto nada costas, é a última raia. Se você gosta de ficar mais perto de onde sai a água quente, é a raia do meio. Mas, se você gosta de maior espaço, é a primeira. Escolhe uma raia.
- Hoje tanto faz, moço.
- Por que? - perguntou, curioso, enquanto alongava a perna
- Porque hoje eu não acredito em céu, já não ligo se está frio, e quanto menos espaço, hoje, melhor.
- O que aconteceu?
- Nada, ué. Eu só não... - a professora chegou. Interrompeu-nos, mandou entrarmos na piscina. Entramos. 15 chegadas pra mim, 10 chegadas pra ele.
Ele ficou na última raia, eu na do meio.
Não sei, mas parecia que ele queria nadar no mesmo ritmo que eu. Para testar, nadei mais rápido, e mais devagar; ele idem.
Parei para respirar, ele virou, olhou pra mim, e deu um sorriso:
- Você precisa se importar de como está o céu hoje.
Olhei para ele, engoli a saliva, sorri, abaixei a cabeça, e continuei a nadar. Não olhei para o céu.
Uma hora inteira nadando, dois mil e cem metros. Saí da piscina, deitei no chão, e aí sim, olhei pro céu.
Fiquei 2 minutos olhando para o céu, e, eu tanto não me importava, que não quis realmente saber se as estrelas eram tão bonitas assim.
- E aí? - ele perguntou de novo.
- Hã?
- Gostou do céu hoje?
- Tanto faz, moço.
Levantei, calcei os chinelos, me cobri com a toalha, e me abracei, numa tentativa fútil de tentar me proteger de perguntas.
Ele chegou.
- Boa noite.
- Boa - respondi sem a menor expectativa de que ela realmente fosse boa, o dia foi difícil. Quem garante que a noite seria melhor?
Ele pendurou a toalha no cabide ao lado da minha. Coloquei o óculos, respirei fundo, tão fundo que deu para ouvir. E ele, tentando puxar assunto, sugeriu:
- Escolhe uma raia.
- Tanto faz, moço.
- Não tanto faz. Se você gosta de olhar para o céu enquanto nada costas, é a última raia. Se você gosta de ficar mais perto de onde sai a água quente, é a raia do meio. Mas, se você gosta de maior espaço, é a primeira. Escolhe uma raia.
- Hoje tanto faz, moço.
- Por que? - perguntou, curioso, enquanto alongava a perna
- Porque hoje eu não acredito em céu, já não ligo se está frio, e quanto menos espaço, hoje, melhor.
- O que aconteceu?
- Nada, ué. Eu só não... - a professora chegou. Interrompeu-nos, mandou entrarmos na piscina. Entramos. 15 chegadas pra mim, 10 chegadas pra ele.
Ele ficou na última raia, eu na do meio.
Não sei, mas parecia que ele queria nadar no mesmo ritmo que eu. Para testar, nadei mais rápido, e mais devagar; ele idem.
Parei para respirar, ele virou, olhou pra mim, e deu um sorriso:
- Você precisa se importar de como está o céu hoje.
Olhei para ele, engoli a saliva, sorri, abaixei a cabeça, e continuei a nadar. Não olhei para o céu.
Uma hora inteira nadando, dois mil e cem metros. Saí da piscina, deitei no chão, e aí sim, olhei pro céu.
Fiquei 2 minutos olhando para o céu, e, eu tanto não me importava, que não quis realmente saber se as estrelas eram tão bonitas assim.
- E aí? - ele perguntou de novo.
- Hã?
- Gostou do céu hoje?
- Tanto faz, moço.
Levantei, calcei os chinelos, me cobri com a toalha, e me abracei, numa tentativa fútil de tentar me proteger de perguntas.
11 de julho de 2010
"Fico a imaginar... Ou a pensar em meus sonhos"
Há dias em que, temos que concordar: não precisamos acordar.
Hoje foi um deles.
Tentei prolongar o sono na cama, deitada de bruços, por um bom tempo. Mas o máximo que consegui foram umas duas horas a mais. Pouca coisa para o que eu queria, e muita coisa para o que eu esperava.
Quem me dera, só mais umas... Dez horas. Que diferença fazem dez horas?
A única coisa que ia mudar dentro de casa, é que os gatos e o peixe iam ficar sem comida, os vizinhos iriam achar que eu morri (eles sempre sabem quando eu acordo pelo barulho de janela fechando - palavras de um), iriam ser várias ligações de marketing não atendidas, um celular apitando por bateria cheia, uma casa desarrumada, dez horas perdidas, ou, dez horas ganhas. Mas, sinceramente, seria um dia cinza perdido.
Gosto da cor, gosto dos dias, mas, particularmente, não gosto de domingos.
E não tem motivo para eu ter a leve certeza de não precisar acordar.
Mas às vezes é preciso sonhar mais um pouco.
a frase do post é do Erison.
podem chamá-lo de poeta.
Hoje foi um deles.
Tentei prolongar o sono na cama, deitada de bruços, por um bom tempo. Mas o máximo que consegui foram umas duas horas a mais. Pouca coisa para o que eu queria, e muita coisa para o que eu esperava.
Quem me dera, só mais umas... Dez horas. Que diferença fazem dez horas?
A única coisa que ia mudar dentro de casa, é que os gatos e o peixe iam ficar sem comida, os vizinhos iriam achar que eu morri (eles sempre sabem quando eu acordo pelo barulho de janela fechando - palavras de um), iriam ser várias ligações de marketing não atendidas, um celular apitando por bateria cheia, uma casa desarrumada, dez horas perdidas, ou, dez horas ganhas. Mas, sinceramente, seria um dia cinza perdido.
Gosto da cor, gosto dos dias, mas, particularmente, não gosto de domingos.
E não tem motivo para eu ter a leve certeza de não precisar acordar.
Mas às vezes é preciso sonhar mais um pouco.
a frase do post é do Erison.
podem chamá-lo de poeta.
7 de julho de 2010
Aos Amores Antigos;
Não gostaria de revê-los,
Talvez apenas vê-los
Mais uma vez.
E quem sabe um dia,
Eu possa realmente crer
Que eu mudei mesmo,
Que eu continuo diferente de você
Mas o que eu espero mesmo,
É que, quando nós nos encontrarmos numa esquina qualquer
Você se lembre e dê um sorriso despedaçado
"Ela iria ser minha minha mulher"
HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAH
Talvez apenas vê-los
Mais uma vez.
E quem sabe um dia,
Eu possa realmente crer
Que eu mudei mesmo,
Que eu continuo diferente de você
Mas o que eu espero mesmo,
É que, quando nós nos encontrarmos numa esquina qualquer
Você se lembre e dê um sorriso despedaçado
"Ela iria ser minha minha mulher"
HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAH
4 de julho de 2010
100ª postagem
Uma crítica, um parabéns, e uma confissão, resumida em uma postagem, ou melhor, a centésima.
A centésima parte do blog.
A crítica:
Brasília está crescendo, e ficando, realmente, adulta. Cheia de problemas e caos, de trânsito e informação. Tão logo, cheia de greves.
Primeiro os ônibus. Agora os garis. Daqui a pouco serão os padeiros, os jornaleiros, e todo aquele 1/3 da população. O governo vai entrar em crise econômica (emocional? também, lógico), e vai ceder todo aquele aumento.
A passagem vai subir, a Esplanada vai continuar um lixo enquanto os rapazes de laranja não fizerem nada.
Acho melhor a população criar uma greve também.
A Greve do Voto.
"Para evitar maiores problemas, entende?"
O parabéns:
Parabéns pro Felipe Melo, pro Dunga, pros Holandeses voadores, pro Júlio César, pra mãe do Dunga, pro Renato Teixeira, pro Maradona (Messi, Romero e essa galera toda), pra Alemanha (leia-se Müller), pra dona Heide e pro Pré Psicopata.
A confissão:
Eu não te esqueci, mas eu já não lembro mais de você.
Buenos dias de julho, muchachos.
A centésima parte do blog.
A crítica:
Brasília está crescendo, e ficando, realmente, adulta. Cheia de problemas e caos, de trânsito e informação. Tão logo, cheia de greves.
Primeiro os ônibus. Agora os garis. Daqui a pouco serão os padeiros, os jornaleiros, e todo aquele 1/3 da população. O governo vai entrar em crise econômica (emocional? também, lógico), e vai ceder todo aquele aumento.
A passagem vai subir, a Esplanada vai continuar um lixo enquanto os rapazes de laranja não fizerem nada.
Acho melhor a população criar uma greve também.
A Greve do Voto.
"Para evitar maiores problemas, entende?"
O parabéns:
Parabéns pro Felipe Melo, pro Dunga, pros Holandeses voadores, pro Júlio César, pra mãe do Dunga, pro Renato Teixeira, pro Maradona (Messi, Romero e essa galera toda), pra Alemanha (leia-se Müller), pra dona Heide e pro Pré Psicopata.
A confissão:
Eu não te esqueci, mas eu já não lembro mais de você.
Buenos dias de julho, muchachos.
27 de junho de 2010
rotina é para quem precisa.
nasci.
aprendo, cresço, me imponho, berro, grito, taco fogo no circo, fico em silêncio, fico no canto.
entro, saio fora, pulo fora, dou um fora, volto, piso na bola, erro, erro, erro, erro, berro outra vez.
esqueço-me, apaixono-me, encanto-me, desencanto-me, sinto-me, espero-te.
tenho voz, falo baixo tom, em tom baixo, veias, sangue, vermelho, hemoglobina, pulsação, olhar de menina.
fragilidade, floridade, na flor da idade, em casas coloridas de papel-marchê.
tento, tento, tento, acerto. lençóis, dias, manhãs sorridentes, pessoas sorridentes, vendedores sorridentes.
que investem tanto em filas e não em pessoas, onde passo maioria do meu tempo, esperando, esperando, até, berrar, pela última vez na minha vida, que
morri.
(por favor, elza soares, leia em alto e bom tom esse post! hahahah)
aprendo, cresço, me imponho, berro, grito, taco fogo no circo, fico em silêncio, fico no canto.
entro, saio fora, pulo fora, dou um fora, volto, piso na bola, erro, erro, erro, erro, berro outra vez.
esqueço-me, apaixono-me, encanto-me, desencanto-me, sinto-me, espero-te.
tenho voz, falo baixo tom, em tom baixo, veias, sangue, vermelho, hemoglobina, pulsação, olhar de menina.
fragilidade, floridade, na flor da idade, em casas coloridas de papel-marchê.
tento, tento, tento, acerto. lençóis, dias, manhãs sorridentes, pessoas sorridentes, vendedores sorridentes.
que investem tanto em filas e não em pessoas, onde passo maioria do meu tempo, esperando, esperando, até, berrar, pela última vez na minha vida, que
morri.
(por favor, elza soares, leia em alto e bom tom esse post! hahahah)
26 de junho de 2010
E as pessoas da sala de jantar
10 retratos enfileirados na estante.
9 contas de um colar arrebentado no chão.
8 moedas de 25 centavos no bolso.
7 flores murchas no vaso.
6 cadeiras envolvendo uma mesa.
5 manchas no sofá.
4 dedos sujos de tinta.
3 manhãs perdidas.
2 pessoas nelas.
1 mente ocupada.
9 contas de um colar arrebentado no chão.
8 moedas de 25 centavos no bolso.
7 flores murchas no vaso.
6 cadeiras envolvendo uma mesa.
5 manchas no sofá.
4 dedos sujos de tinta.
3 manhãs perdidas.
2 pessoas nelas.
1 mente ocupada.
23 de junho de 2010
22 de junho de 2010
Uma pequena confissão matinal
Eu até gostaria de voltar ao passado.
Consertaria tanta coisa, e talvez, até errasse mais só pra ver no que ia dar.
Aproveito, e conserto a frase anterior: e talvez, até arriscasse mais só pra ver no que ia dar.
Mas sabe como é, a gente sempre se vê mais feliz no passado do que no futuro. Importando ou não se temos pensamentos positivos, boas esperanças, ou bons amigos ao lado hoje.
Porque no final das contas, a gente crê que o que vale mesmo, são os pensamentos que estiveram conosco, as boas esperanças que estiveram conosco, e, essencialmente, os bons amigos que sempre estiveram conosco.
Vai ver que O Criador é quem quis que tudo fosse assim. Que a gente soubesse dar mais valor pro que tivemos. E se arrependesse mais, até dar uns sorrisos a mais.
"Haja hoje para tanto ontem" (Paulo Leminski)
Consertaria tanta coisa, e talvez, até errasse mais só pra ver no que ia dar.
Aproveito, e conserto a frase anterior: e talvez, até arriscasse mais só pra ver no que ia dar.
Mas sabe como é, a gente sempre se vê mais feliz no passado do que no futuro. Importando ou não se temos pensamentos positivos, boas esperanças, ou bons amigos ao lado hoje.
Porque no final das contas, a gente crê que o que vale mesmo, são os pensamentos que estiveram conosco, as boas esperanças que estiveram conosco, e, essencialmente, os bons amigos que sempre estiveram conosco.
Vai ver que O Criador é quem quis que tudo fosse assim. Que a gente soubesse dar mais valor pro que tivemos. E se arrependesse mais, até dar uns sorrisos a mais.
"Haja hoje para tanto ontem" (Paulo Leminski)
20 de junho de 2010
Uma loucura, uma decepção, um arrependimento, por uma melhor idade
Somos seres bio-degradáveis, recicláveis, mutáveis, criadores, ou como você quiser chamar.
Estamos sempre num processo de deterioração, decomposição, ou, de uma forma mais bonita, amadurecimento.
Amadurecer.
Amadurecer nem sempre significa deixar de assisitir desenhos animados ou parar de colecionar miniaturas de carros. Mas, também, amadurecer nem sempre significa não se decepcionar.
Você quase nunca vê alguém que todo mundo julga amadurecido, decepcionado. Porque, talvez, ele já tenha se decepcionado com tanta coisa, que chega ao ponto de não se decepcionar com mais nada.
Talvez, amadurecer seja chegar num ponto onde não há mais nada pra experimentar. Onde você já tenha tomado todas as suas escolhas importantes, e só resta lembrá-las.
Gostaria de, encarecidamente, pararem de chamar de melhor idade. Pararem de promover campanhas de vacinação para os idosos e montar postos de saúde aonde apenas os idosos com condição de comprar um carro podem chegar.
Porque esses seres, acima de tudo, são como nós.
Só que foram reciclados mais vezes.
E como tudo um dia acaba, mas tudo se transforma... Nós os veremos em algum lugar depois daqui.
Eu gostaria de que, pelo menos, quando essas pessoas - e até nós mesmo - morrermos, não seja um velório tão feio.
Não seja um velório baseado em estatísticas, em deprimência, em "já estava na hora".
Nunca está na hora.
A gente sempre tem mais alguma conta para pagar aqui.
Então, o post de hoje, basicamente, é sobre a beleza que eu tento enxergar, mas não consigo.
Por, simplesmente, ainda não ter me decepcionado o bastante, me reciclado o bastante, não ter sentido o bastante para poder afirmar algo num blog razoavelmente cor-de-salmão.
E, aí vão minhas sinceras desculpas.
Por ter feito menos quando podia ter feito mais.
Por todos nós.
(Luto.)
Estamos sempre num processo de deterioração, decomposição, ou, de uma forma mais bonita, amadurecimento.
Amadurecer.
Amadurecer nem sempre significa deixar de assisitir desenhos animados ou parar de colecionar miniaturas de carros. Mas, também, amadurecer nem sempre significa não se decepcionar.
Você quase nunca vê alguém que todo mundo julga amadurecido, decepcionado. Porque, talvez, ele já tenha se decepcionado com tanta coisa, que chega ao ponto de não se decepcionar com mais nada.
Talvez, amadurecer seja chegar num ponto onde não há mais nada pra experimentar. Onde você já tenha tomado todas as suas escolhas importantes, e só resta lembrá-las.
Gostaria de, encarecidamente, pararem de chamar de melhor idade. Pararem de promover campanhas de vacinação para os idosos e montar postos de saúde aonde apenas os idosos com condição de comprar um carro podem chegar.
Porque esses seres, acima de tudo, são como nós.
Só que foram reciclados mais vezes.
E como tudo um dia acaba, mas tudo se transforma... Nós os veremos em algum lugar depois daqui.
Eu gostaria de que, pelo menos, quando essas pessoas - e até nós mesmo - morrermos, não seja um velório tão feio.
Não seja um velório baseado em estatísticas, em deprimência, em "já estava na hora".
Nunca está na hora.
A gente sempre tem mais alguma conta para pagar aqui.
Então, o post de hoje, basicamente, é sobre a beleza que eu tento enxergar, mas não consigo.
Por, simplesmente, ainda não ter me decepcionado o bastante, me reciclado o bastante, não ter sentido o bastante para poder afirmar algo num blog razoavelmente cor-de-salmão.
E, aí vão minhas sinceras desculpas.
Por ter feito menos quando podia ter feito mais.
Por todos nós.
(Luto.)
16 de junho de 2010
Está tudo cada vez menor
Uma (atualmente) pequena certeza:
Há o mundo. Bem grande. No céu, no espaço, ou como você queira chamar aquilo.
E não me importa que os atrônomos, os físicos, ou sei lá o quê digam que a Terra é menor que o Sol.
A gente, carinhosamente, chama a Terra de mundo. É o nosso mundo. E eu, sinceramente, não gosto de comparar as coisas que são minhas. Muito menos as coisas que são nossas.
Dentro deste pequeno-admirável-grande-nosso-mundo-novo, há os continentes. Cheio de gente. Cheio de História, cheio de conflitos, cheio. Entupido de gente. Mas ainda cabem algumas mais de 500.000 pessoinhas num dia só. Só para encher mais o mundo.
E menor que o continente, são os países. A mesma coisa que o continente, só que um pouco mais específico, e com menos pessoas do que um continente junto. Imagina só. Um país que faz parte de um paizão, assim poderia dizer. Fica meio esquisito, mas não deixa de ser.
Mas ninguém mora no Brasil. Todo mundo mora em alguma cidade do Brasil.
Que, logicamente, é menor que o país. Cidades competem.
Mas competem, porque existem as pessoas.
Pessoas. Cheias de sangue, células, tecidos, medos, gostos, e idéias. Mas são tão simples.
Talvez por isso eu pense que pessoas são tão fascinantes.
E não há pessoa nesse mundo que seja mais fascinante do que a outra.
Mas, os poetas, os médicos, a Bíblia e as mães dizem que um órgão faz com que as pessoas vivam, ou sejam o que ela são.
A menor parte do mundo, que já é pequeno.
O coração.
(Agora não culpem o aquecimento global por tudo; culpem o novo Blogger por tudo. PQP.)
Há o mundo. Bem grande. No céu, no espaço, ou como você queira chamar aquilo.
E não me importa que os atrônomos, os físicos, ou sei lá o quê digam que a Terra é menor que o Sol.
A gente, carinhosamente, chama a Terra de mundo. É o nosso mundo. E eu, sinceramente, não gosto de comparar as coisas que são minhas. Muito menos as coisas que são nossas.
Dentro deste pequeno-admirável-grande-nosso-mundo-novo, há os continentes. Cheio de gente. Cheio de História, cheio de conflitos, cheio. Entupido de gente. Mas ainda cabem algumas mais de 500.000 pessoinhas num dia só. Só para encher mais o mundo.
E menor que o continente, são os países. A mesma coisa que o continente, só que um pouco mais específico, e com menos pessoas do que um continente junto. Imagina só. Um país que faz parte de um paizão, assim poderia dizer. Fica meio esquisito, mas não deixa de ser.
Mas ninguém mora no Brasil. Todo mundo mora em alguma cidade do Brasil.
Que, logicamente, é menor que o país. Cidades competem.
Mas competem, porque existem as pessoas.
Pessoas. Cheias de sangue, células, tecidos, medos, gostos, e idéias. Mas são tão simples.
Talvez por isso eu pense que pessoas são tão fascinantes.
E não há pessoa nesse mundo que seja mais fascinante do que a outra.
Mas, os poetas, os médicos, a Bíblia e as mães dizem que um órgão faz com que as pessoas vivam, ou sejam o que ela são.
A menor parte do mundo, que já é pequeno.
O coração.
(Agora não culpem o aquecimento global por tudo; culpem o novo Blogger por tudo. PQP.)
7 de junho de 2010
Chá do seis
E meio a esse começo de junho (leia-se caos) todo, você perguntará:
- Ana, você vai ficar calada?
E você, sem dúvidas, não irá ouvir a resposta que quiser. Aliás, resposta alguma: tirei o mês para tomar chá.
Volto mais tarde.
final alternativo (rimado e tosco) para o paulo noel fazer música:
E meio a esse começo de junho (leia-se caos) todo, você perguntará:
- Ana, você vai ficar calada?
E tenho certeza, a resposta que queres não vira.
Porque, simplesmente, tirei o mês pra tomar chá.
É, eu realmente estou em decadência.
- Ana, você vai ficar calada?
E você, sem dúvidas, não irá ouvir a resposta que quiser. Aliás, resposta alguma: tirei o mês para tomar chá.
Volto mais tarde.
final alternativo (rimado e tosco) para o paulo noel fazer música:
E meio a esse começo de junho (leia-se caos) todo, você perguntará:
- Ana, você vai ficar calada?
E tenho certeza, a resposta que queres não vira.
Porque, simplesmente, tirei o mês pra tomar chá.
É, eu realmente estou em decadência.
24 de maio de 2010
É clichê. Mas foda-se.
Queria levar uma vida sem horários.
Mas não tenho tempo para isso.
obs:
Victor fez ESPECIALMENTE pra mim, tá?
http://contemporaneoeindiscreto.blogspot.com/2010/05/pessoas-felizes-demais-sao-psicopatas.html
Mas não tenho tempo para isso.
obs:
Victor fez ESPECIALMENTE pra mim, tá?
http://contemporaneoeindiscreto.blogspot.com/2010/05/pessoas-felizes-demais-sao-psicopatas.html
23 de maio de 2010
Coroa de papel.
O saguão do metrô vazio às 17h20 da tarde.
Eu, Renato Russo, uma garota com uma camisa do AC/DC, e um cara do nosso lado. Eu não ouvi direito o nome dele, mas ele acho que ele tinha gostado mesmo do meu timbre em Geração Coca-Cola.
Eu cantando o mais alto que pude, ao ponto de sentir as batidas do meu coração em sintonia com a minha voz.
Em menos de uma hora, eu tinha um calo no indicador direito. Um dos grandes. A agonia, quase maior que ele.
Morrendo de sede, garganta seca horrores, rouca, mas ainda tinha um grande repertório para tocar.
É que às vezes eu esqueço que nem todo mundo conhece Damien Rice.
Passei uma hora e alguns minutos lá. Para ser mais exata, 1h43.
Matematicamente falando: 1h43 = 2 reais.
Mas quem liga?
Com um momento só meu, com minha voz ecoando pela parede do metrô, a dor do meu dedo sendo completamente ignorada, o sorriso do rapaz que ouvia, o olhar do rapaz que passou com fone de ouvido...
Todo aquele momento era meu.
Todo aquele momento era nosso.
Mas na verdade mesmo, todo aquele momento era pra você.
Mesmo que voce não tenha passado lá pra ouvir, ou se quer tido a curiosidade de ouvir.
Era pra você, porque aquele momento fez parte da sua vida, mesmo você nunca tendo encostado em mim.
Você não precisa encostar em mim pra gostar de música.
E eu não preciso de um príncipe, de um reino e de um castelo para me sentir com uma coroa.
Mesmo que ela seja de papel.
P.s.:
Feliz anirvesário, Pré Psicopata.
Eu, Renato Russo, uma garota com uma camisa do AC/DC, e um cara do nosso lado. Eu não ouvi direito o nome dele, mas ele acho que ele tinha gostado mesmo do meu timbre em Geração Coca-Cola.
Eu cantando o mais alto que pude, ao ponto de sentir as batidas do meu coração em sintonia com a minha voz.
Em menos de uma hora, eu tinha um calo no indicador direito. Um dos grandes. A agonia, quase maior que ele.
Morrendo de sede, garganta seca horrores, rouca, mas ainda tinha um grande repertório para tocar.
É que às vezes eu esqueço que nem todo mundo conhece Damien Rice.
Passei uma hora e alguns minutos lá. Para ser mais exata, 1h43.
Matematicamente falando: 1h43 = 2 reais.
Mas quem liga?
Com um momento só meu, com minha voz ecoando pela parede do metrô, a dor do meu dedo sendo completamente ignorada, o sorriso do rapaz que ouvia, o olhar do rapaz que passou com fone de ouvido...
Todo aquele momento era meu.
Todo aquele momento era nosso.
Mas na verdade mesmo, todo aquele momento era pra você.
Mesmo que voce não tenha passado lá pra ouvir, ou se quer tido a curiosidade de ouvir.
Era pra você, porque aquele momento fez parte da sua vida, mesmo você nunca tendo encostado em mim.
Você não precisa encostar em mim pra gostar de música.
E eu não preciso de um príncipe, de um reino e de um castelo para me sentir com uma coroa.
Mesmo que ela seja de papel.
P.s.:
Feliz anirvesário, Pré Psicopata.
15 de maio de 2010
Não somos humanos; somos livros.
Alguém já te contou uma história, que você já conhecia, mas mesmo assim você gostou de ouvir, mesmo que você já soubesse de cor e salteado o final?
A morte deve ser assim.
Toda a sua história. Você já deve saber o final, você sente quando está morrendo, não importa o que vier depois, "você está morrendo, isso acontece, ou melhor: está acontecendo".
Essa história.
Cabe a você.
Cabe dentro de você.
Mas talvez ela seja tão, mas tão grande, que ela talvez não caiba na sua morte. Todo dia, uma aventura, uma nova historia. 365 histórias num ano.
Talvez, essas 365 histórias sejam tão longas, que nem caibam em todos os 365 dias, e, talvez, você precise de mais - no mínimo - 200 dias para terminá-la.
É assim você adia a morte.
Você não vence a morte por ser corajoso. Covarde, feliz, deprimido, genial, ignorante. Ninguém vence a morte: não tem como vencer algo que não está contra você. Não importa. Mesmo que você pense que ela esteja tirando a sua vida, ela não está, nunca esteve contra você.
Só você que não se venceu.
Normalmente, as pessoas não gostam da própria morte, do ato de morrer, ou simplesmente de saber que vai morrer: algo irreversível.
Mas elas não deveriam culpar algum ser com uma foice, algum acontecimento, ou falta de algo/alguém por ela chegar.
É só que nós vamos ficando velhos, e nossa memória vai junto, nossa imaginação, vai junto.
Nós repetimos as mesmas histórias. Já sabemos o final dela. Recontamos as mesmas histórias e acabamos sem imaginação para terminar de contá-las.
Porque, não importa de qual religião você seja, mesmo que você tenha vivido mai de 983 dias, você só teve uma história. Uma vida.
E é quando a nossa imaginação acaba, que, enfim, morremos.
A morte deve ser assim.
Toda a sua história. Você já deve saber o final, você sente quando está morrendo, não importa o que vier depois, "você está morrendo, isso acontece, ou melhor: está acontecendo".
Essa história.
Cabe a você.
Cabe dentro de você.
Mas talvez ela seja tão, mas tão grande, que ela talvez não caiba na sua morte. Todo dia, uma aventura, uma nova historia. 365 histórias num ano.
Talvez, essas 365 histórias sejam tão longas, que nem caibam em todos os 365 dias, e, talvez, você precise de mais - no mínimo - 200 dias para terminá-la.
É assim você adia a morte.
Você não vence a morte por ser corajoso. Covarde, feliz, deprimido, genial, ignorante. Ninguém vence a morte: não tem como vencer algo que não está contra você. Não importa. Mesmo que você pense que ela esteja tirando a sua vida, ela não está, nunca esteve contra você.
Só você que não se venceu.
Normalmente, as pessoas não gostam da própria morte, do ato de morrer, ou simplesmente de saber que vai morrer: algo irreversível.
Mas elas não deveriam culpar algum ser com uma foice, algum acontecimento, ou falta de algo/alguém por ela chegar.
É só que nós vamos ficando velhos, e nossa memória vai junto, nossa imaginação, vai junto.
Nós repetimos as mesmas histórias. Já sabemos o final dela. Recontamos as mesmas histórias e acabamos sem imaginação para terminar de contá-las.
Porque, não importa de qual religião você seja, mesmo que você tenha vivido mai de 983 dias, você só teve uma história. Uma vida.
E é quando a nossa imaginação acaba, que, enfim, morremos.
8 de maio de 2010
Até que na TV você vê coisas interessantes
Margie diz para Lisa e Bart: e não aceitem doces de estranhos!
Homer diz para Margie: Querida, eles são humanos.
Por incrível que pareça (ou não), isso me fez repensar sobre meus conceitos de "humano". Mas eles não mudaram.
Homer diz para Margie: Querida, eles são humanos.
Por incrível que pareça (ou não), isso me fez repensar sobre meus conceitos de "humano". Mas eles não mudaram.
6 de maio de 2010
pascoale
um ponto final aqui, uma exclamação ali, uma vírgula no lugar errado.
e assim fazemos nossa história, do jeito coloquial, do jeito culto, do jeito analfabeto.
um advérbio pouco usado, um verbo inventado, um substantivo amigo.
ser alegre nunca foi tão fácil.
gramática, regras, coerência, concordância, susbstantivo próprio;
nunca foi alegre por ser tão fácil.
e assim fazemos nossa história, do jeito coloquial, do jeito culto, do jeito analfabeto.
um advérbio pouco usado, um verbo inventado, um substantivo amigo.
ser alegre nunca foi tão fácil.
gramática, regras, coerência, concordância, susbstantivo próprio;
nunca foi alegre por ser tão fácil.